De modo geral, o ser humano é quem projeta o seu viver e a forma de dispor da sua vida. Por mais confuso que ainda seja o seu projeto, cada pessoa almeja a realização e a própria felicidade. Digo confuso, porque nem sempre se tem claro o que fazer e como fazer. O projeto é algo que vai se descobrindo no decorrer do caminho em vista de uma meta, de um objetivo, de uma opção. Sendo assim, a Pastoral Vocacional tem o papel de potencializar o compromisso com a vida levando o jovem a confrontar-se consigo mesmo e ajudando-o a realizar sua vocação.
Sabemos por experiência que a vida é uma realidade viva e não estática: atividades, sentimentos, pensamentos, relações, apelos, desejos… É possível em tudo isso conhecer a Vontade de Deus? Como eu posso saber o que Deus quer de mim? Como saber qual é a minha verdadeira vocação? Estas e outras perguntas inquietam o coração de muitos jovens. Eles querem colocar suas vidas a serviço dos outros na Igreja. Mas onde? Como? A Vocação é um mistério pessoal e eclesial, onde entra em jogo a liberdade do Senhor e a liberdade do indivíduo. É algo que acontece no mais íntimo e a partir daí repercute em todas as outras dimensões do ser humano. Há um apelo fundamental que impregna toda a personalidade. É como que o “fio de ouro” da gente, o que há em cada um de mais típico e de melhor que o faz ser ELE MESMO. Algumas pistas podem nos ajudar a descobrir o apelo que o Senhor nos faz:
• Sinais que vêm de longe
• Sinais de algo que nos faz feliz em profundidade
• Sinais de solidariedade em querer ajudar aos outros
• Sinais do dom que os outros reconhecem na minha própia pessoa
• Sinais daquilo que vai de encontro com o que mais me atrai em Jesus Cristo e nas pessoas que admiro
• Sinais que integram a personalidade
• Sinais onde o elemento dinamizador, gera vida, anseios, planos…
Daí a necessidade do discernimento. Discernir é perceber, analisar os fatos da vida, as emoções que sentimos, para distinguir o que é bom ou mal, verdadeiro ou falso e puder tomar uma decisão movida pela razão, pelo entendimento e não pela paixão ou emoção. È claro que todos nós sabemos discernir, espontaneamente, uma multidão de coisas. Um exemplo: vemos ao longe fumaça e logo dizemos: “algo está queimando ali” Não vemos o fogo, mas o adivinhamos pela fumaça que percebemos. Fácil, não é? Pelos sinais que vemos pudemos chegar à causa que os origina. Assim acontece também com o discernimento. A fé nos ensina que Deus se REVELA e se faz sentir na história e nas nossas vidas. Por isso os sinais são a linguagem de Deus… e o discernimento é o processo de busca e acolhida da vontade de dEle. Eis alguns sinais que sempre costumam estar presentes em todos os vocacionados:
1. Espiritualidade: este sinal é fundamental. Ter uma experiência pessoal de Deus que nos ama. Sentir o Senhor Jesus vivo e ressuscitado, conhecê-lo, amá-lo segui-lo e servi-lo com todo o nosso coração e com toda a nossa vida.
2. Sensibilidade: diante as necessidades e sofrimentos dos outros.
3. Liderança: para criar comunidade.
4. Criatividade: nos relacionamentos interpessoais, na vida e no apostolado.
5. Idealismo: desejar ir além do presente e do que se vê.
6. Buscar com empenho: descobrir e encontrar o sentido profundo do viver, trabalhar e amar.
7. Firmeza: nas convicções e nas decisões.
8. Liberdade exterior (livre das pressões externas: famílias, amigos…) e interior (fugas, compensações, auto-realização, orgulho, fuga de uma crise sentimental ou medo do sexo).
9. Afetividade: alegria interior, capacidade para as vivências dos votos, busca da aceitação de si e dos outros…
10. Vocação específica: consciência e certeza interior do chamado para uma vocação. Pode manifestar-se pela atração da vocação desejada; pelo seu interesse sincero e constante; pela clareza, segurança e alegria diante dela; pela força em superar as dificuldades e os desafios na sua realidade: família, trabalhos, estudos…; pela satisfação global da pessoa por estar acertando na escolha.
Obs.: é necessária a presença simultânea da maioria destes sinais, para ter a certeza de uma vocação consistente.
1. Gal 5, 22-23: “o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade…”
2. Na presença de Deus, FALE dos pontos que mais lhe tocaram:
a. Quais os sinais vocacionais que você encontra em si mesmo?
b. Quais os que lhe faltam?
3. Qual o grau de maturidade de sua vocação? Você PENSA e SENTE que está pronto para uma verdadeira decisão? Por quê?
4. Pode anotar o que você está SENTINDO, assim como alguma dúvida que depois goste de esclarecer.
|
|
31/12/05 | Programa do encontro em Montes Claros - janeiro/2006 |
|
|
15/12/11 | Crônica de Montes Claros - 15.12.2011 |
|
|
31/12/10 | Crônica de Montes Claros - 31.12.2010 |
|
|
30/06/10 | Crônica de Montes Claros - 30.06.2010 |
|
|
15/12/09 | Crônica de Montes Claros - 31.12.09 |
|
|
31/05/09 | Crônica de Montes Claros - 30.06.09 |
|
|
31/12/08 | Crônica de Montes Claros - 31.12.08 |
|
|
16/07/08 | Crônica de Montes Claros - 30.06.08 |
|
|
20/12/07 | Crônica de Montes Claros - 20.12.07 |
|
|
20/08/07 | Crônica de Montes Claros - 20.08.07 |
|
|
16/01/07 | Crônica de Montes Claros - 30.12. 2006 |
|
|
14/07/06 | Crônica de Montes Claros - 30.06.2006 |
|
|
31/12/05 | Crônicas de Montes Claros - 30.12.2005 |
|
|
06/07/05 | Crônicas de Montes Claros do 30.06.2005 |
|
|
31/12/04 | Crônicas de Montes Claros - 30.12.2004 |
|
|
21/06/09 | Catálogo da Canonia de Montes Claros |