Aliança Norbertina

Côn. Alessandro Resende Heleno 30/03/09

Ser cristão: fé e prática

O irmão Alessandro Resende Heleno, O.Praem., estudante de teologia no Instituto São Inácio em Belo Horizonte, apresenta o livro "Ser cristão: fé e prática" de Johan Konings S.J., professor no mesmo Instituto.

Em seu livro, Ser Cristão: fé e prática, Johan Konings - Doutor em Teologia e atualmente professor desta disciplina na FAJE em Belo Horizonte - procurou em um percurso didático-histórico apresentar quatro elementos fundantes para a vida do cristão: a esperança messiânica em Jesus, a história da formação das comunidades cristãs até os dias atuais, as implicações da vida cristã e a revelação de Deus através de Jesus.

No primeiro capítulo, o autor apresenta o Ungido, Cristo, a partir das Sagradas Escrituras, a partir das tradições bíblicas da origem de Israel. Para tal, o redator bíblico utiliza como divisor de águas a figura de Noé e seus filhos Sem, Cam e Jafé, dos quais deu-se o início dos povos semitas originários de Sem. Este povo, mais tarde, escravizado no Egito e, posteriormente, libertado pelo enviado de Javé, Moisés, recebe Dele a Terra Prometida sob a liderança posterior de José. Então, sob a liderança de juízes e reis como Davi e Salomão, lá se instala o povo da Aliança, mas Javé não deixa de falar ao israelitas por meio de profetas no período da monarquia e no exílio.
Com a chegada de Jesus é feita uma releitura de sua descendência que o remeterá a Davi, sendo assim chamado Filho de Davi.
João Batista, último dos profetas, sela então o início da vida pública de Jesus após o batismo. Cristo, chamando, ensinando por meio de parábolas e desafiando muitos judeus, irrompe o Reino de Deus, tornando-se também um messias inesperado. Esta árdua missão confiada pelo Pai o levará a compadecer-se e a entregar-se numa morte violenta, a da Cruz, mas o Pai não o abandona e o ressuscita no terceiro dia.

No segundo capítulo, Konings abordou o nascente da Igreja Primitiva e seu desdobramento nos dois mil anos que sucederam. Após a ressurreição de Cristo, o Espírito Santo enviado por ele suscita os Apóstolos a continuar a missão deixada por Ele. A Pedro deixa o governo da Igreja e a Paulo a pregação do Evangelho aos não-judeus. A partir do século IV a Igreja se alia ao Império Romano e toma proporções gigantescas e perigosas, nascendo o que durará até o final da Idade Média, a chamada cristandade, na qual o poder temporal cabia ao rei e o espiritual ao Papa e Bispos. Porém, no final da Modernidade, a cristandade começou a sofrer violentos ataques o que resultou na Reforma Protestante e na Contra-Reforma Católica. Depois de um embate ferrenho com o progresso científico a Igreja viu-se obrigada a exprimir-se numa teologia mais aberta, através da chamada “Doutrina Social da Igreja” e confirmada pelo Concílio Vaticano II. Depois da segunda metade do século XX, uma nova configuração surge no meio da Igreja: o diálogo inter-religioso, a reforma na liturgia, a crescente consciência da importância dos sacramentos da iniciação (Batismo, Crisma e Eucaristia) e da continuidade da vida cristã (Reconciliação, Unção dos Enfermos, Matrimônio e Ordem). E por fim, o povo reaprende a valorizar a função do leigo no conjunto da missão eclesial.

No terceiro capítulo, a vida do cristão é vista como um caminho de amor fiel pautado pela mística e ética. A oração e a liturgia expressam intimamente a união do povo de Deus ao universo do diálogo com a divindade. A vida de Cristo se torna o centro de todo o ano litúrgico. As maneiras de orar variam de acordo com as adaptações feitas após a inculturação, com as expressões por meio das artes e com as devoções populares aos santos e a Maria, Mãe de Jesus. É na união do cultivo espiritual com a vida pastoral que o cristão é chamado à harmonização da mística na ação. Portanto, o seguimento de Cristo passa, pragmaticamente, pelo agir ético, pelos valores evangélicos, pelas virtudes cristãs, formulação resumida do duplo mandamento do Amor. Assumir o legado de Cristo pressupõe, hoje, uma ética individual e coletiva na participação essencial da criação de uma comunidade que corresponda à vontade de Javé - o que Cristo denominou de “Reino de Deus”. Confiantes neste fim escatológico, o cristão fará uma opção fundamental norteadora de todo o ser cristão.

Por fim, Konings, extrai dos ensinamentos de Cristo a imagem de Deus. O cristão é levado a reconhecer o rosto de Deus por intermédio do rosto de Cristo. Não é um Deus formalizado pelos conceitos filosóficos, mas um Deus que se manifesta em Jesus, seu Filho. O Pai, maior que o Filho, em Jesus se deu em uma existência limitada em determinado espaço-tempo. A partir da união Pai e Filho foi permitido ao cristão chamar a Deus de Pai, assim como Ele ensinou na oração dada aos discípulos. A vida do cristão se desenvolve no âmbito do Deus-Trindade: o Pai criador e paternal, o Filho beneplácito do Pai e o Espírito Santo que faz com que os fiéis de Jesus expandam o Reino de Deus atualizando sua memória no espaço e tempo. O “símbolo Apostólico”, ponto de ensino para a catequese e formação da fé cristã, também atualiza o cerne do ensinamento da crença cristã. A partir desta fé que se aceita conscientemente como doutrina na qual se crê e vivida numa comunidade, é que se transmitem as palavras, os textos, as explicações, os símbolos que colocam o cristão em contato com o Jesus de Nazaré, interpretado, na prática, pelas primeiras comunidades. A esperança cristã vem da certeza de que Jesus venceu a força maligna. O fruto do amor produzido para Deus no amor a seus filhos é segurança do futuro. O amor que tudo supera vem de Deus, é dom gratuito. O amor gratuito não coage, por isso, o batismo se torna a opção consciente por Cristo e pela profissão de fé cristã.

Sobre a comunidade

Álbum
17/02/12 Vestição do Noviço Eduardo
04/02/12 Profissão Simples de Erlândio Alves
26/07/11 Ordenação diaconal no Priorado de Montes Claros
24/07/11 Ministérios no Priorado de Montes Claros
25/06/11 Retiro do Priorado de Montes Claros
22/01/11 Renovação dos votos no Priorado de Montes Claros
17/01/11 Capítulo do Priorado de Montes Claros realizado no dia 31 de janeiro e 1º de fevereiro
13/01/11 Votos solenes no Priorado de Montes Claros
09/01/11 Visita Canônica no Priorado de Montes Claros
03/01/11 Dois postulantes receberam o hábito no Priorado de Montes Claros
17/10/10 Eucaristia da Festa dos Corações Norbertinos
10/07/10 Momentos do Capítulo e Retiro da Canonia de Montes Claros - MG
07/06/10 Celebrando São Norberto em Contagem - Belo Horizonte (MG)
31/05/10 Celebrando São Norberto no Priorado Nsa. Sra. Aparecida e S. Norberto - Montes Claros (MG)
28/03/10 Parabéns a você Pe. Andrés!
16/03/10 Semana Santa em Contagem (MG)
04/02/10 Fotos da Profissão Solene dos irmãos Militão e Flávio
19/07/09 Temperamentos franciscanos?
08/06/08 Ordenação Sacerdotal de Côn. Aguiar
07/05/08 Thalita Kum
08/04/08 Profissão solene do irmão Alessandro
17/02/08 Eleição do Prior de Regimine, em Montes Claros
13/02/08 Ordenação diaconal do Fr. Andrés González Muñoz (01.02.08)
15/09/07 Profissão solene do Fr. Andrés Muñoz González
23/12/06 Uma Singular Coincidência entre a Verdade e a Beleza
19/12/06 8 de dezembro 2006: dedicação da igreja do Priorado
05/12/06 Construção da igreja do Priorado de Montes Claros
17/09/06 Primeira Profissão no dia 28.08.06
17/09/06 Renovação da profissão no dia 28.08.06
 
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