Aliança Norbertina

06/09/06

O Grito ensudercedor do Silêncio

Às vezes, surgem determinadas perguntas e questionamentos na nossa vida que desalinham a mesma. Estes muitas vezes nos levam à loucura, ao desespero, nossa próxima da solidão nos afasta de nossas origens ou ponto inicial e por fim nos tornam desumanos.

Dedicamos muito tempo de nossa vida atrás do conhecimento, da inteligência, que esquecemos de perguntar para que serve e o que é o conhecimento? Não se sabe, realmente, o que é e muito menos se pode encontrar resposta satisfatória a respeito dele. Mas é possível imaginar o ele não seja. O conhecimento nos aproxima, mais e mais, das coisas que gostamos, das que amamos? Nos torna cada vez mais humanos e dignos desse nome? Aumenta nossa sensibilidade, melhorando relacionamentos e a convivência com outras pessoas? Nos torna mais sociáveis? Enfim, melhora nossa vida?
Talvez, podemos imaginar o conhecimento como algo negativo, prejudicial ou “nocivo à saúde”. Sem duvida, vai depender de como vamos utilizá-lo. Lembremos a figura de Einstein, um ser magnífico, de uma capacidade intelectual inquestionável. Imagine agora a os estudos feitos e elaborados por ele ate o ápice que alcançou com a teoria da relatividade. Fez tudo pensando no bem da humanidade. Ele tinha sabedoria, mas as pessoas que utilizaram a teoria dele e criaram a bomba atômica ou armas nucleares, tinham conhecimento. E sabemos, muito bem, a conseqüência disso.
Por que falar tais coisas a respeito do conhecimento? Por que o conhecimento, para quem o adquire, é semelhante a uma “faca de dois gumes”, ao mesmo tempo em que é benéfico, para alguns, traz em si a essência da maldade, podendo tanto transformar ou destruir vidas inteiras.
Tantas e tantas pessoas de uma grande capacidade intelectual inigualável, mas totalmente desprovidas de sentimentos humanos. Sem nada que as tornem especiais, marcantes. Tudo que esbanjam é seu elevado Q. I; esforçam-se tanto para adquirir conhecimento, serem inteligentes, terem prestigio na sociedade, mas tão longe de compreenderem a finalidade da vida e totalmente afastadas da possibilidade de serem felizes. Buscam assídua e paulatinamente o conhecimento que se esquecem que hoje estão vivos, mas amanha podem não estar. E aí a vida perguntará o que deixaram de bom para a humanidade. As pessoas não se lembrarão que eles existiram, por que nunca foram importantes. E mais uma vez se ouvirá o grito ensudercedor do silêncio pairando no ar, buscando respostas sobre o que ficou de tantos que embrenharam nos veredas do conhecer! Não entendam mal. O conhecimento é importante. Mas tê-lo não torna o ser humano mais feliz e o leva a “ser humano”.

 
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