
Agradeço a Deus, que me deu o tempo, e a capacidade de escrever esses livros com o intuito de conservar para o futuro os fatos mais importantes realizados pelos premonstratenses, que atuaram no Brasil durante o século XX.
Recentemente foram editados em português alguns livros, que focalizam vários aspectos da Ordem Premonstratense atuando no Brasil.
1. Em 1997, comemorando o centenário da Chegada dos Primeiros Premonstratenses ao Brasil (1896) e do Lançamento da Primeira Pedra do Seminário de Pirapora (1897), foi lançado um opúsculo intitulado:
“História do Seminário Premonstratense de Pirapora do Bom Jesus”
Na página 23 lemos a seguinte particularidade da História do Seminário:
“Os irmãos matavam porcos e vacas para o consumo próprio num local da chácara mais ou menos apropriado para essa finalidade. Quando por volta de 1958 foi construída a nova ponte em Pirapora, o matadouro municipal, que estava na beira do rio Tietê, onde se pensava em construir a ponte, foi demolido. O matadouro do seminário servia então nos próximos anos, como matadouro municipal. No fim de 1972 veio uma fiscalização estadual inspecionar o matadouro. Resultado: ‘Tudo em ordem. Só faltam azulejos nas paredes!’ Apesar dessa sentença favorável, alguns dias depois apareceu no jornal um artigo com o título; ’Matadouro de Pirapora foi fechado.’ Por que? Porque não havia paredes para colocar os azulejos…!”
2. Ainda no fim do mesmo ano foram celebrados os 110 anos da elevação da Capela do Bom Jesus à dignidade de Santuário (1887) e o centenário da Criação da paróquia do Senhor Bom Jesus, em Pirapora (1897) e foi editado o livrinho:
“História do Santuário de Pirapora do Bom Jesus”
Da página 25 transcrevemos o seguinte:
Aos 29 de novembro de 1942 Dom José Gaspar de Afonseca e Silva, Arcebispo de São Paulo, recebido por Côn. Eugênio Avivar y Avivar, o.prem, Pároco de Pirapora e pelo povo, benzeu quatro sinos. O casal Rodolfo e Faustina Pasqualim, moradores da Capital de São Paulo doaram os sinos e foram seus padrinhos. Cada sino leva gravado no flanco seu nome, seu peso e sua tonalidade, como também o número da fundição: Sanctus Rudolfus, 708 quilos e tom sol; Sancta Faustina, 367 quilos e tom si; Sanctus Oswaldus, 206 quilos e tom re e Sancta Marina, 143 quilos e tom mi. Em cada sino havia a inscrição seguinte: Rodolfo e Faustina Pasqualim, pais aflitos, suplicam a Deus. que, pelos méritos dos santos, seus filhos muito queridos Osvaldo e Marina sejam finalmente incluídos entre os habitantes do céu. Ano do Senhor 1942
Nesse texto gravado nos quatro sinos chamam a atenção as palavras ‘pais aflitos’. É que o casal Rodolfo e Faustina Pasqualim perderam seus filhos Osvaldo e Marina num acidente marítimo.”
Saiu em 2006 a segunda edição.
3.No segundo semestre de 2005, publiquei, por ocasião dos 60 anos da minha entrada na Ordem Premonstratense (1945) o seguinte livrinho:
“Oração de um Cônego Premonstratense aposentado…”
No prólogo descreve-se a finalidade do livrinho:
“…convido vocês a louvarem comigo o Senhor Deus, que durante mais de sessenta anos me cumulou de bênçãos e perdoou meus pecados. Ofereço-lhes este opúsculo como guia e inspiração de nosso agradecimento a Deus, dando ao mesmo tempo um pequeno panorama de vida premonstratense neste últimos cinqüenta anos…”
4. Celebrando em janeiro de 2007, cinqüenta e cinco anos da sua chegada ao Brasil (1952), o autor, inserindo um documento antigo sobre os primeiros vinte e cinco anos da Ordem no Brasil, escrito por Côn. Guilherme Adriaansen (1892-1958), escreveu o seguinte livro:
História dos Premonstratenses: Averbodienses e Jauenses, atuando no Brasil 1896 – 2006
Num dos primeiros parágrafos, na página 20, lemos o seguinte: “Apesar disso ainda o demônio mexia com seu rabinho. No início de agosto de 1889, antes da festa do Senhor Bom Jesus em Pirapora, foi enviado ao Côn. Vicente Van Tongel uma carta anônima. Começava com um “Confiteor” inteiramente escrito em latim. Depois prossegue: “em nome da religião de Cristo, que eu confesso, venho alertar o Senhor: preste atenção e seja prudente, sua vida corre perigo: nas festas do Bom Jesus, eles querem acabar com sua vida, criando uma ou outra situação: eles querem roubar-lhe dinheiro, pois dizem que possui 50.000,00 cruzeiros. Juraram sua morte e se dividiram para realizar isso. Aquela que lhe isso comunica é uma senhora piedosa, e, se não dá seu endereço, é por precaução. Que Deus permita que esses dados cheguem a tempo em suas mãos. A fim de que possa tomar as providências necessárias e salvar a tua vida… Aviso ainda que o atentado pode acontecer não somente durante as festas, mas também num outro dia. Simulando um doente que quer receber os sacramentos, eles conduzirão o Senhor na mata… Tome precauções. Que Deus conserve seus dias e castigue os assassinos. Depois das festas escreverei novamente e direi onde o Senhor pode me responder. Que te acompanhem Jesus, Maria e José. Os confrades ficaram muito preocupados com esta notícia e acharam necessário de avisar a polícia. Assim também o povo tornou-se ciente da ameaça e dia e noite guardaram a casa. A situação durou alguns dias até que Côn. Vicente conseguiu convencer-lhes que tudo era falso. Será que alguns queriam, como antes em Parnaíba, proibir a festa? Ou esperava-se que, depois da criação da paróquia de Pirapora, pudesse infundir no novo pároco medo, que o deixasse partir? Tudo ficou como era e aquela mulher devota nunca deu seu endereço prometido. Inteligência (!) da humanidade!”
5. Na Festa do Senhor Bom Jesus, 06 de agosto de 2007, ao comemorar 120 anos de Elevação da Capela do Bom Jesus à dignidade de Santuário (1887) e os 110 anos da Criação da paróquia do Senhor Bom Jesus (1897), foi editado o livro:
Senhor Bom Jesus de Pirapora
No capítulo “Milagres do Senhor Bom Jesus”, na página 69, encontramos o seguinte testemunho: “As centenas e centenas de padres, que nas confissões e na direção espiritual dos romeiros gastaram seus esforços e seu tempo, poderiam ser as testemunhas reais destes acontecimentos milagrosos, se não estivessem impedidos pela lei do segredo da confissão, que os obriga a calar e não abrir a boca. Esse silêncio não diminui em nada a grandeza dos milagres que se realizam nesses encontros. Mais tarde saber-se-ão quantas graças foram dispensadas nestas visitas à Imagem do Senhor Bom Jesus de Pirapora. Mas existem, no entanto, alguns fatos extraordinários que dificilmente podem ser explicados por caminhos normais da medicina ou da ciência moderna… Por volta de 1997, numa fazenda em Piracicaba, SP. um fazendeiro, ao entrar com o carro na sua propriedade, bateu na porteira, atropelou seu filho pequeno e passou por cima da criança. Desespero total naquele momento dramático! Levaram o menino ao hospital com poucas possibilidades de sobrevivência. Mas o pai, devoto fiel do Bom Jesus, rezou e suplicou. Vendo a situação da porteira caída em pedaços fez a promessa: “Se meu filho sobreviver, farei dos pedaços de madeira da porteira uma cruz e a levarei a Pirapora em agradecimento pela cura do menino.” A criança sarou. Os próprios médicos atestaram o fato milagroso, sem explicação na medicina. O Pai fez a cruz, levou a ao Bom Jesus de Pirapora e em frente ao Santuário tirou a foto para perpetuar o pagamento da promessa.” . Em 2008 saiu a segunda edição.
6. Na Festa de Páscoa da Ressurreição do Senhor, 23 de março de 2008, homenageando a atuação dos Religiosos Premonstratenses no Brasil durante o século XX, foi impresso o seguinte livro:
Florilégio Premonstratense
Entre os cem religiosos premonstratenses que no século XX viveram e atuaram no Brasil, o autor escolheu uns trinta, dos quais ele oferece uma breve biografia ilustrada com um acontecimento pitoresco de sua vida.
Na biografia de Côn. Tomás Schoenaers (+1919), que no fim de primeira guerra mundial, voltou ao Brasil, como capelão militar e membro de uma missão militar belga, lemos na página 32 o seguinte: “De resto toda a Bélgica tem uma plena admiração pelos brasileiros. Um dia, tínhamos saído das trincheiras num momento da calmaria e fomos todos, nós belgas e os brasileiros, no total de uns quarenta militares, para a única venda ainda aberta numa cidadezinha atrás da linha de guerra. Atendeu-nos uma senhora, que me perguntou em flamengo o que queríamos. Pedi-lhe um conhaque. Ela serviu-nos essa bebida e interrogou-me, cheia de curiosidade:“ De onde são esses oficiais? “ Respondi: “ São brasileiros!” Isto foi motivo de jubilosa atenção para a modesta vendedora, e como, prestes a nos retirarmos, lhe perguntássemos quanto devíamos, respondeu-nos: “Ora essa! Era o que faltava! Receber dinheiro daqueles que têm dado tanto pão aos belgas, que são tão nossos amigos, filhos desse país onde nossos soldados têm tão carinhosas madrinhas!“ No entanto a generosidade da boa senhora flamenga não lhe custou barato. Foram cerca de quarenta cálices de conhaque!… Além disso é preciso frisar que a ação das madrinhas brasileiras dos soldados belgas calou muito no espírito do povo belga. Essas senhoras estão cotadas entre as melhores madrinhas pela generosidade de sua caridade e por se corresponderem com os afilhados. E não imaginam como o soldado belga fica entusiasmado, quando recebe as cartas, escritas em francês, da madrinha brasileira.” Sobre o Ir. José Withofs (+1959), santo e escultor, o prof. Francisco Bueno Silveira atesta em seu panegírico, na página 88, o seguinte: “Irmão José entrou ma imortalidade, entrou na imortalidade espiritual porque, ao apresentar-se diante de Deus, ao ser perguntado pelo Anjo Inquiridor: ‘Que fizeste na terra durante a tua longa existência?’ – silenciou e em lugar de responder ao anjo, apenas lhe mostrou as suas mãos que trabalharam durante meio século para tornar Deus conhecido aos homens, para elevar os homens a Deus. Nesse instante, iluminou-se todo o céu, e como somente assim podemos compreender, num grande espetáculo divino, cada pedaço de madeira por ele esculpido na terra se transformou numa estrela, numa auréola de glória. O Irmão José entrou na imortalidade: entrou na imortalidade da arte que é o reflexo do próprio Deus através das qualidades humanas de cada um de nós. Durante os séculos que passaram, durante o tempo em que milhões de brasileiros subiram essa colina de Pirapora, perpetuamente, eternamente será lembrado o humilde escultor daquelas obras-primas, o artista imortal de São Norberto.”
7. Por ocasião dos 875 anos da morte de São Norberto foi impressa em 2009 uma breve biografia popular, com muitas representações artísticas da imagem do santo, intitulada:
São Norberto em textos e imagens
Do sexto capítulo, na página 33, transcrevemos o seguinte trecho:
“Porque foi negada a real presença de Cristo na Eucaristia pelos reformadores protestantes e uma vez que Norberto foi considerado o defensor deste dogma, pelo seu grande combate contra Tanquelino, ele foi representado como um “santo eucarístico”. Em geral São Norberto é representado revestido do hábito branco dos cônegos premonstratenses e do pálio branco e levando a Santíssima Eucaristia (âmbula, cálice ou ostensório) na mão direita e na mão esquerda carrega o báculo de arcebispo. Este báculo com dois braços horizontais é típica cruz oriental reservada aos arcebispos, enquanto os bispos usavam um báculo com apenas um braço horizontal. Debaixo dos pés, Norberto aniquila o herege, Tanquelino. Essa apresentação foi determinada pelo fato, que no século XVII Tanquelino era considerado um herege, que teria negado a presença real de Cristo na Eucaristia.”
Todos esses livros podem ser adquiridos na
Secretaria do Santuário do Bom Jesus Rua Emereciana dos Santos Brito, 8 Centro 06550-000 PIRAPORA DO BOM JESUS SP Telefone: 11 - 4131 1440 e-mail: santuário@santuariopiraporasp.com.br site: www.santuariopiraporasp.com.br
Agradeço a Deus, que me deu o tempo, e a capacidade de escrever esses livros com o intuito de conservar para o futuro os fatos mais importantes realizados pelos premonstratenses, que atuaram no Brasil durante o século XX. Igualmente quero com esses livros também enaltecer para as futuras gerações as obras e a vida religiosa desses meus irmãos de hábito, que não pouparam forças para concretizar em suas vidas “a re-evangelização de seus votos, procurando sempre no evangelho o que significa ser-pobre, ser-virgem e ser-obediente em Jesus (e finalmente também neles mesmos).” Epílogo do livro ”Florilégio Premonstratense”.
Pirapora do Bom Jesus, 06/06/2009. Comemoração dos 875 anos da morte de Nosso Pai São Norberto.
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02/01/12 | Nota de Falecimento |
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04/02/11 | Crônica de Jaú — 15.12.2011 |
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30/06/10 | Crônica de Jaú — 30.06.2010 |
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15/12/09 | Crônica de Jaú - 31.12.09 |
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31/12/08 | Crônica de Jaú - 31.12.08 |
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20/08/07 | Crônica de Jaú - 20.08.07 |
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16/01/07 | Crônica de Jaú - 13.01.2007 |
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14/07/06 | Crônica de Jaú - 30.06.06 |
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22/01/06 | Crônica de Jaú - 22.01.2006 |
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23/10/09 | Catálogo da Abadia de Jaú |