Esta reflexão foi fruto do retiro orientado pelo Cardeal Dom Serafim para os premonstratenses da Canonia de Montes.
O essencial na vida de Cristo foi: a ternura e a misericórdia (Mt 11,28-30). Elas são apresentadas como forma do jugo ser leve e o fardo suave. Essas duas realidades são ingredientes essenciais para nossa Vida Religiosa Consagrada e nosso trabalho pastoral. Devemos, antes de tudo, orientar nossa vida, com sua história, na ternura e na misericórdia. Não raras vezes somos muito duros conosco mesmo. Exigimos demasiadamente de nós. Ainda que façamos muito, achamos ser pouco.
Somos a nossa história. Não podemos deixar que erros, feridas, tristezas obscureçam a própria vida. Não podemos amaldiçoar tudo o que temos vivido, mas nos alegrar com o bem que temos feito, com o que temos construído e, inclusive, com os erros cometidos que foram oportunidade de revisão de vida, crescimento e acerto. O erro faz parte da busca pela verdade.
Além de tomar com carinho nossa própria história, precisamos redescobrir a ternura em nossos pais e irmãos. A família: os pais, os irmãos e as irmãs não são muitas vezes o que gostaríamos que fossem. Porém, é a nossa família com seus erros e acertos, positividade e negatividade. Amar a própria família do jeito que é, amar as pessoas do jeito que são, é amar concretamente o que Deus criou. As pessoas – a realidade – não são aquilo que gostaríamos que fosse. Devemos tomar em nosso coração cada pessoa, inclusive nossa família e amigos. Todos eles possibilitaram, de alguma forma, estar hoje aqui.
Devemos redescobrir a ternura e a misericórdia em nosso trabalho pastoral. Por que não podemos fazer dessas duas realidades a motivação para o nosso serviço? Reconheço quando sou terno e misericordioso? As pessoas que convivem comigo percebem traços de misericórdia e ternura em minha vida no dia a dia? Se formos atentos podemos encontrar a ternura em uma criança ou em um criminoso. Deveríamos ser capazes de nos despir de todo julgamento para enxergar o que muitas vezes encontra-se oculto.
Eu sou instrumento da ternura de Deus. Muitos de nós saímos de nossa terra, deixamos família e nos encontramos em outro lugar ou situação. Onde estou, devo ser alguém que procura, encontra e cultiva a ternura e a misericórdia como se cuida de um jardim. Nossa vida só floresce com o cuidado atencioso que irriga a terra, aduba e limpa as ervas daninhas. A dedicação diária, o caminho de purificação interior – conversão – e o trabalho de tornar a terra fecunda com a vida de oração, a Eucaristia e a escuta atenta da Palavra de Deus, unida ao nosso trabalho apostólico, possibilitam, assim, o desenvolvimento da ternura em nosso mundo.
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31/12/05 | Programa do encontro em Montes Claros - janeiro/2006 |
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15/12/11 | Crônica de Montes Claros - 15.12.2011 |
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31/12/10 | Crônica de Montes Claros - 31.12.2010 |
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30/06/10 | Crônica de Montes Claros - 30.06.2010 |
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15/12/09 | Crônica de Montes Claros - 31.12.09 |
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31/05/09 | Crônica de Montes Claros - 30.06.09 |
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31/12/08 | Crônica de Montes Claros - 31.12.08 |
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16/07/08 | Crônica de Montes Claros - 30.06.08 |
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20/12/07 | Crônica de Montes Claros - 20.12.07 |
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20/08/07 | Crônica de Montes Claros - 20.08.07 |
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16/01/07 | Crônica de Montes Claros - 30.12. 2006 |
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14/07/06 | Crônica de Montes Claros - 30.06.2006 |
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31/12/05 | Crônicas de Montes Claros - 30.12.2005 |
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06/07/05 | Crônicas de Montes Claros do 30.06.2005 |
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31/12/04 | Crônicas de Montes Claros - 30.12.2004 |
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21/06/09 | Catálogo da Canonia de Montes Claros |