Aliança Norbertina

Fr. Michael Johnny 22/05/09

22 de maio: Emília Podoska – Zwierzyniec (Polônia)

"Em meio aos seus sofrimentos, repetia continuamente: “Senhor, que pelos meus sofrimentos aqui na terra, eu possa ser perdoada, a fim de alcançar a eternidade”. Morrendo, suplicou deitada no seu leito pelo revigoramento dos Estatutos da Ordem, e exclamando com voz firme, disse: “Por eles eu quero morrer”.

Emília nasceu em Grajow (Polônia) no dia 7 de setembro de 1845. Ela era a décima - primeira dos dezesseis filhos do casal, prole de uma família numerosa muito conhecida pelo patriotismo e a fé católica que professava. Estudou no convento das Clarissas e em 1872, ingressou no convento das Cônegas Premonstratenses de Cracóvia (Polônia). Ao longo da sua caminhada, Emília tornou-se professora no pensionato do convento e, em 1880, foi delegada diretora do mesmo, permanecendo nesta função até 1886. Enfim, a pedido do cardeal-arcebispo de Cracóvia, Albinus Dunajewsky, recebeu a instituição de mestra do noviciado de 1886 até 1889. A religiosa Emília se distinguia pela dedicada aplicação no cargo que ocupava e a assiduidade que manifestava na execução do mesmo e de outros trabalhos dentro da comunidade. Exigente para com ela mesma, e plena de bondade para com os outros; sabendo unir o amor à observância regular e, a compreensão benevolente às necessidades de suas irmãs de convento.

Ela viveu em um amor profundo voltado ao Cristo eucarístico e, cultivou ardentemente uma devoção filial à Santa Virgem. No mosteiro, a religiosa desejava um retorno à observância dos Estatutos da Ordem, colocando-se sempre pronta a lutar por essa renovação. Consciente que não conseguiria obter isso somente pela força das discussões, procurava com tamanha fragilidade humana, garantir na discrição sua liberdade perante o desejo que nutria, a exemplo de Nosso Senhor Jesus Cristo. Obtendo recursos pelo dom de si mesma, colocou-se inteiramente a serviço da restauração da Ordem. “Pelos estatutos, consagro-me a Deus, afim que minhas irmãs sejam também consagradas na verdade” (Jn 17,19).

Irmã Emília nunca reclamava do que era realizado no seio da comunidade, pois procurava prosseguir seu caminho com firmeza e na doçura de ser. Era de uma naturalidade cativante, sabendo bem convencer por palavras agradáveis sem impor necessariamente seus próprios conceitos. Em 1889, logo em seguida de uma pneumonia, irmã Emília contraiu a tuberculose. Em meio aos seus sofrimentos, repetia continuamente: “Senhor, que pelos meus sofrimentos aqui na terra, possa eu ser perdoada, a fim de alcançar a eternidade”. Morrendo, suplicou deitada no seu leito pelo revigoramento dos Estatutos da Ordem, e exclamando com voz firme, disse: “Por eles eu quero morrer”.

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Túmulo da Irmã Emília Podoska em Cracóvia - Polônia

Ela morreu no dia 22 de maio de 1889, com a idade de 43 anos, no 17° aniversário de vida religiosa. O Senhor aceitou o sacrifício de sua vida: o grão de trigo que cai na terra produz muitos frutos. Após a morte de irmã Emília, a vida regular do convento de Zwierzyniec mudou de forma radical.

Seu processo de beatificação foi introduzido em Cracóvia no dia 17 de março de 1993, e encontrou uma conclusão favorável em setembro de 1994. Em maio do mesmo ano, o corpo da religiosa foi exumado, sendo transferido para a igreja do mosteiro de Zwierzyniec.

Oração em vista da sua beatificação

Deus, nosso Pai, bendito sejais vós, e glorificado em todos os vossos santos. Encorajados por vossa bondade, peço-vos humildemente que a vossa serva, irmã Emília, obtenha a glória dos beatificados. Que pelo seu grande amor por vós e sua dedicação a Ordem de São Norberto, onde vós a chamastes para servir, possamos ser recompensados com essa dádiva. Por Nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho, que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo. Amém.

 
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